quarta-feira, 12 de agosto de 2009
Da arte de saber jogar
E encontrei, no blog de uma amiga, o poema (lindo!) a seguir:
"Saber desistir. Abandonar ou não abandonar
— esta é muitas vezes a questão para um jogador.
A arte de abandonar não é ensinada a ninguém.
E está longe de ser rara a situação angustiosa em que devo decidir se há algum sentido em prosseguir jogando.
Serei capaz de abandonar nobremente?
ou sou daqueles que prosseguem teimosamente esperando que aconteça alguma coisa?"
A tpm me deixa assim... tão reflexiva..! E enquanto me falta criatividade pra postar algo de minha autoria, fico pescando dos blogs alheios :)
Beijos a todos
terça-feira, 19 de maio de 2009
Drummond
Viver não dói
Definitivo, como tudo o que é simples.
Nossa dor não advém das coisas vividas,
mas das coisas que foram sonhadas
e não se cumpriram.
Por que sofremos tanto por amor?
O certo seria a gente não sofrer,
apenas agradecer por termos conhecido
uma pessoa tão bacana,
que gerou em nós um sentimento intenso
e que nos fez companhia por um tempo razoável,
um tempo feliz.
Sofremos por quê?
Porque automaticamente esquecemos
o que foi desfrutado e passamos a sofrer
pelas nossas projecções irrealizadas,
por todas as cidades que gostaríamos
de ter conhecido ao lado do nosso amor
e não conhecemos,
por todos os filhos que
gostaríamos de ter tido junto e não tivemos,
por todos os shows e livros e silêncios
que gostaríamos de ter compartilhado,
e não compartilhamos.
Por todos os beijos cancelados,
pela eternidade.
Sofremos não porque
nosso trabalho é desgastante e paga pouco,
mas por todas as horas livres
que deixamos de ter para ir ao cinema,
para conversar com um amigo,
para nadar, para namorar.
Sofremos não porque nossa mãe
é impaciente conosco,
mas por todos os momentos em que
poderíamos estar confidenciando a ela
nossas mais profundas angústias
se ela estivesse interessada em nos compreender.
Sofremos não porque nosso time perdeu,
mas pela euforia sufocada.
Sofremos não porque envelhecemos,
mas porque o futuro está sendo
confiscado de nós,
impedindo assim que mil aventuras
nos aconteçam,
todas aquelas com as quais sonhamos e
nunca chegamos a experimentar.
Como aliviar a dor do que não foi vivido?
A resposta é simples como um verso:
Se iludindo menos e vivendo mais!!!
A cada dia que vivo,
mais me convenço de que o
desperdício da vida
está no amor que não damos,
nas forças que não usamos,
na prudência egoísta que nada arrisca,
e que, esquivando-se do sofrimento,
perdemos também a felicidade.
A dor é inevitável.
O sofrimento é opcional.
Carlos Drummond de Andrade
sábado, 31 de janeiro de 2009
Redinhas de Jaguaruana
Um anjo sopra no meu ouvido , acordo! Olho em volta... Quaaaase passo da parada. Grito desesperada: "na curva desceee!!" O motorista faz a curva, eu tonta, atordoada vou lá pra frente movida pela lei da inércia, passo a catraca. Pronto. Desci.
Sol escaldante. Sem óculos escuros avisto, do outro lado da pista, um rapaz. Bonito, alto, branco (sem preconceito de cor, claro).
Contrastando com a sua beleza, o rapaz pedalava uma bicicleta monarke barra circular, e levava na parte de trás, um caixote.
Até aí tudo bem, normal. Quando escuto ele dirigir algumas palavras a minha pessoa, que ainda estava atordoada pela viagem, no sol quente, com o agravante de estar do outro lado da pista e ser um pouco surda de um dos ouvidos (apesar do otorrinolaringologista insistir em dizer o contrário).
O rapaz diz: "num sei o q , num sei o q mais lá"
Eu: Oi? Não entendi..? ( atravessando a pista e estupefacta com a beleza do moço)
Ele: "num sei q , nun sei q lá, num sei q lá"
Eu: Como? Desculpa, não estou entendo.. ( já quase chegando perto, esperando que fosse um pedido de informação, no qual eu responderia com o maior prazer, por mais que o rapaz pedalasse uma monarke barra circular e carregasse um caixote :)
Enfim, cheguei do outro lado. Não. Não era um assalto. (Todas as pessoas que escutam essa história, nessa hora, dizem: "foi assaltada!") rs..!
Ele só estava me perguntando, delicadamente, o seguinte: " A senhora não quer comprar uma redinha de Jaguaruana?"
¬¬
...
Momentos de atordoamento geral... Pensamentos, devaneios, até que olho o caixote e entendo. O rapaz era vendedor de rede. Isso, rede. Mais especificamente redinhas de Jaguaruana!
Irada, penso em pedir que ele OLHASSE PRA MINHA CARA E VISSE SE EU ESTAVA A FIM DE COMPRAR ALGUMA REDE, MUITO MENOS DE JAGUARUANA, QUE TINHA ACABADO DE ACORDAR DENTRO DE UMA TOPIC, QUE TINHA TIDO UMA MANHÃ ESTRESSANTE, QUE O CALOR ESTAVA DESGRAÇADO E QUE NÃO QUERIA COMPRAR PORCARIA DE REDE NENHUUMAAAA!!!!!!
...
Respirei... não disse nada daquilo que havia pensado. Simplesmente sorri e respondi também delicadamente: "Não , obrigada"
Segui no sol quente, resmungando pra mim mesma que atrás de pobre corre um bicho, fazendo careta.
segunda-feira, 3 de novembro de 2008
ai, ai, Verríssimo!
Diga não às drogas!
Tudo começou quando eu tinha uns 14 anos e um amigo chegou com aquele papo de " experimenta, depois quando você quiser é só parar..." e eu fui na dele.
Primeiro ele me ofereceu coisa leve, disse que era de "raiz", da terra, que não fazia mal, e me deu um inofensivo disco do Chitãozinho e Xororó e em seguida um do Leandro e Leonardo. Achei legal, uma coisa bem brasileira; Mas a parada foi ficando mais pesada, o consumo cada vez mais frequente, comecei a chamar todo mundo de "amigo" e acabei comprando pela primeira vez. Lembro que cheguei na loja e pedi: Me dá um CD do Zezé de Camargo e Luciano. Era o princípio de tudo!
Logo resolvi experimentar algo diferente e ele me ofereceu um CD de Axé. Ele dizia que era para relaxar; sabe, coisa leve... Banda Eva, Cheiro de Amor, Netinho, etc.
Com o tempo, meu amigo foi me oferecendo coisas piores: o Tchan, Companhia do Pagode e muito mais. Após o uso contínuo, eu já não queria saber de coisas leves, eu queria algo mais pesado, mais desafiador, que me fizesse mexer os quadris como eu nunca havia mexido antes. Então, meu amigo me deu o que eu queria, um CD do Harmonia do Samba. Minha bunda passou a ser o centro da minha vida, razão do meu existir. Pensava só nessa parte do corpo, respirava por ela, vivia por ela! Mas, depois de muito tempo de consumo, a droga perde efeito, e você começa a querer cada vez mais, mais, mais...
Comecei a frequentar o submundo e correr atrás das paradas. Foi a partir daí que começou a minha decadência. Fui ao show e ao encontro dos grupos Karametade e Só Pra Contrariar, e até comprei a Caras que tinha o Rodriguinho na capa. Quando dei por mim, já estava com o cabelo pintado de loiro, minha mão tinha crescido muito em função do pandeiro. Meus polegares já não se mexiam por eu passar o tempo todo fazendo sinais de positivo. Não deu outra: entrei para um grupo de pagode. Enquanto vários outros viciados cantavam uma música que não dizia nada, eu e mais outros 12 infelizes dançávamos alguns passinhos ensaiados, sorríamos e fazíamos sinais combinados. Lembro-me de um dia quando entrei nas lojas Americanas e pedi a Coletânea As melhores do Molejo". Foi terrível!! Eu já não pensava mais!!!
Meu senso crítico havia sido dissolvido pelas rimas miseráveis e letras pouco arrojadas. Meu cérebro estava travado, não pensava em mais nada. Mas a fase negra ainda estava por vir. Cheguei ao fundo do poço, ao limiar da condição humana, quando comecei a escutar popozudas, bondes, tigres, MC Serginho, Lacraias, motinhas e tapinhas. Comecei a ter delírio e a dizer coisas sem sentido.
Quando saía à noite para as festas, pedia tapas na cara e fazia gestos obscenos. Fui cercado por outros drogados, usuários das drogas mais estranhas que queriam me mostrar o caminho das pedras...
Minha fraqueza era tanta que estive próximo de sucumbir aos radicais e ser dominado pela droga mais poderosa do mercado: Ki-Kokolexo. Hoje estou internado em uma clínica. Meus verdadeiros amigos fizeram a única coisa que poderiam ter feito por mim.
Meu tratamento está sendo muito duro: doses cavalares de MPB, Bossa-Nova, Rock Progressivo e Blues. Mas o médico falou que eu talvez tenha de recorrer ao Jazz, e até mesmo a Mozarth e Bach.
Queria aproveitar a oportunidade e aconselhar as pessoas a não se entregarem a esse tipo de droga. Os traficantes só pensam no dinheiro. Eles não se preocupam com a sua saúde, por isso tapam a visão para as coisas boas e te oferecem drogas. Se você não reagir, vai acabar drogado: alienado, inculto, manobrável, consumível, descartável, distante. Vai perder as referências e definhar mentalmente.
Em vez de encher cabeça com porcaria, pratique esportes e, na dúvida, se não puder distinguir o que é droga ou não, faça o seguinte:
* Não ligue a TV no domingo à tarde;
* Não escute nada que venha de Goiânia ou do interior de São Paulo;
* Não entre em carros com adesivos "Fui.....";
* Se te oferecerem um CD, procure saber se o indivíduo foi ao programa da Hebe ou ao Sábado do Gugu;
* Mulheres gritando histericamente são outro indício;
* Não compre um CD que tenha mais de 6 pessoas na capa;
* Não vá a shows em que os suspeitos façam passos ensaiados;
* Não compre nenhum CD em que a capa tenha nuvens ao fundo;
* Não compre nenhum CD que tenha vendido mais de um milhão de cópias no Brasil, e
* Não escute nada em que o autor não consiga uma concordância verbal mínima.
Mas principalmente, duvide de tudo e de todos. A vida é bela!!!! Eu sei que você consegue!!! Diga não às drogas!!
Luis Fernando Verissimo
E eu a me acabar de rir.... :)
segunda-feira, 29 de setembro de 2008
Mudamos!
quarta-feira, 9 de julho de 2008
Coroas
Acontece que, em alguns casos (aqui só vou citar exemplos masculinos), que os coroões extrapolam nas suas falas saudosistas e as mulheres são obrigadas a ouvir algumas pérolas que brotam dos lábios desses coroas.
A seguir, trechos de dois diálogos que ouvi. Desabafos de duas jovens mulheres enamoradas:
1º Caso: (O papo era surf, o coroa era descolado)
ELA : "Sabe, uma vez tentei aprender a surfar mas não deu certo..."
ELE : "Áh o surf...! Minha querida, surfei muito no começo dos anos 80..!"
¬¬
2º Caso: Esse aqui eu não poderia dizer que é um coroa... O cara é quase um ancião meeesmo!! Foi apelidado de Papai-Noel. Segundo as boas línguas, ele tem os cabelos e a barba grande e branca. Só falta mesmo o saco vermelho.
(O diálogo foi na hora do almoço):
PAPAI-NOEL: "Vamos almoçar juntos meu bem?"
ELA: É... Pode ser... Onde seria?
PAPAI-NOEL: “Que tal irmos ao mercado da Messejana???"
(Com essa, se fosse eu, teria ido embora! Mas a broto permaneceu, declinou do convite e ainda teve que ouvir mais essa):
PAPAI-NOEL: “E se, na boquinha da noite, formos tomar uma fresca lá na Praça do Ferreira?!?"
segunda-feira, 23 de junho de 2008
De volta
Acredito que a existência de cada ser humano evolui em ciclos. Acredito também que ontem encerrei mais um ciclo na minha vida. Esse ciclo começou em junho do ano passado... De lá pra cá aprendi muito coisa.. Não que não tenha doído. Dói.. Mas passa.
Lembrei algo que li no blog de um amigo, certa vez. Ele escreveu que acordou pela manhã, se olhou no espelho e não se reconheceu... Algo havia se perdido. Senti a mesma coisa hoje de manhã. Deu medo. Porque você fica olhando no seu olho e percebe que está diferente. Tirando as olheras e o rímel que sempre borra depois de uma noite de festa. Mas acabou. Evitei ficar olhando pra mim.
À tarde, encarei o espelho mais uma vez e mesmo me achando magra e feia, por uns instantes fiquei olhando, tentando me aceitar. Afinal não me arrependo de nada do que fiz. E nem sinto vergonha. Nesse momento me reencontrei. Arrumei a franja do cabelo. E pensei “ o meu cabelo também mudou, nunca esteve tão bonito..!” Então senti vontade de engordar mais um pouquinho. Comer, mesmo que não sinta apetite. E a velha/nova Lorena já está aqui.
...Ainda um tantinho despedaçada.
sexta-feira, 14 de março de 2008
O Caçador de Pipas

O fato é que evito ler coisas tristes e dramáticas demais. Evito ver filmes que mostrem muito sofrimento. Tem um montão de filmes e livros que são recordistas de vendas e que simplesmente me recuso a ler ou a ver. Até mesmo quando passam nos telejornais notícias de catástrofes, eu assisto apenas a manchete e mudo o canal.
Fico pensando... Será que é uma fraqueza minha?... Mas poxa, esse mundo tem muita desgraça e às vezes a vida não nos dá opção... as coisas vão acontecendo bem pertinho de nós e não temos como fugir da realidade. Portanto, se eu posso escolher em ficar sabendo ou não das inúmeras coisas ruins que giram em torno da existência humana, prefiro não saber. Prefiro não lembrar...
Com a leitura de O Caçador de Pipas aconteceu isso. Atrelada à linda história de fidelidade e amizade do Hassam e do Amir haviam muitas dores, perdas e sofrimentos. E quando eles conseguiam recuperar parte dos elos que haviam se perdido, acontecia mais dor e mais frustração. A cada capítulo que eu lia, meu coração ficava abafado e pesaroso, como quando fico sabendo de uma notícia ruim.
E permanece a dúvida se tudo o que aprendi sobre fidelidade, amizade, perdão e compaixão se superaram a dor e o pesar que fiquei sentindo ao acompanhar as mazelas e humilhações que envolveram a vida dos personagens. É como já citei, a história é cativante, linda mesmo. Mas não me encorajo a ver o filme e muito menos gostaria de ler o livro novamente.
domingo, 9 de março de 2008
Paquerinha paulistana
Já estive nesta cidade umas seis vezes e deu pra reparar que há uma grande quantidade de homens bonitos, pra não dizer gatos, lindos e maravilhosos... Esta historieta que vou narrar poderia ter acontecido comigo ou com qualquer mulher solteira que estivesse parada no local em que estava a referida amiga da minha priminha.
E vamos à história:
Havia uma menina que estava parada na rodoviária do centro da cidade. Em determinado momento, chega um rapaz, gato, lindo e maravilhoso (segundo fontes seguras.) Rola uma troca de olhares durante um tempo... E, para a surpresa dela o rapaz se aproxima e puxa assunto:
- Oi...
- Oi... - responde ela, um pouco tímida.
- Você é muito bonita.
- Obrigada...
- Me arranja o número do seu celular...
- Mas eu nem sei quem você é.
-Áh, eu gostaria de te conhecer melhor...
Ela ficou um pouco em dúvida... Mas diante da beleza do rapaz... De toda uma paquera que havia rolado... Resolveu trocar telefones com o belo e inocente rapaz (infeliz idéia que tivera!) Na hora em que a menina tirou o celular da bolsa o cara mudou completamente o tom de voz, puxou um revólver e falou:
- Vamo sua filha da p.! Me passa esse celular agoraaaaaaaaaaaaa!!!
...
...penseeeeee numa paquerada massaaaaaaaaa!!!
terça-feira, 19 de fevereiro de 2008
Aniversário virtual

Já citei aqui no blog que tenho um primo que está morando no Japão. Ele é daquelas figuras intensas que aonde chega, conta piada, faz graça, fica sério, comove e cativa qualquer um.
O primo é seminarista da igreja messiânica, religião a qual eu e praticamente toda minha família, fazemos parte há uns 16 anos. Como a igreja é de origem japonesa os seminaristas têm que passar uns dois anos morando no Japão para estudarem e conhecerem a toda a história da nossa religião.
Fico imaginando que deve ser um pouco complicado pra ele administrar seu jeito extrovertido com a cultura japonesa que é bastante conservadora e formal... Deve ser complicado pra qualquer brasileiro, acostumado com o nosso Brasilzão caloroso e sem frescura :P
Assim como é a família Maia, a minha, por parte de mãe. Foi do tio Ligório, pai do Guga, que surgiu a idéia de fazer uma surpresa pro primo e anteontem, no dia do seu niver, quando ele se conectasse no MSN, não iria ver somente os seus pais... iria ver a família inteira , comendo , bebendo, dançando e comemorando a sua primavera, do outro lado do mundo.
E a alegria foi geral, toda a galera conversando com ele, e teve um momento em que ele chamou os amigos japinhas que ficaram impressionados com a fuzaca da família Maia.
Teve ainda a minha irmã, senhora casada, que tava com um decote escandaloso e na empolgação se abaixou pra ver os japinhas na tela do PC... aí que a alegria foi geraaaaaaaal! Eles começaram a rir desenfreadamente , na maior algazarra vendo a “fartura da minha irmã” que , por sinal, não ficou nada feliz ao se tocar da imagem que tinha acabado de transmitir pro povo do Oriente.
E foi assim. O aniversário virtual foi comemorado da maneira mais brasileira possível, com a família Maia abalando as estruturas do Japão, via web. \o/
***(na foto, o primo é o primeiro da direita para a esquerda)
quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008
Coisinhas carnavalescas
Ai, aí... Essas contradições da vida... Eu ADORO as tardes de carnaval, adoro estar na rua, curtir ao som dos paredões todas aquelas músicas “sem futuro” de letras de duplo sentido e mexer com o povo que vai passando .. É bom demáss!!! O único detalhe é que eu detesto goma, farinha, espuma, e tudo mais que as pessoas usam no mela-mela... E quanto menos você gosta, mais você atrai e parece um imã!!! Pra que se sujar? Não seria melhor todo mundo bem limpinho, paquerando, dançando, tudo normal..? Arre...
Ainda tem uns gaiatos que, não se contentando em lhe sujar, tacam a mãozada, com toda força, cheia de goma no seu pé- do- ouvido ..oww q me dá um ódio!!! Mas eu também não sou besta não.. Esse ano levei o chicote da tiazinha! Pense nun chicote véi macho! Pobrezinho... voltou bem cansadinho lá de Morro Branco...
E como diz o poeta (poeta?!?): “ Vou confessar à vocês que não consigo a velocidade cinco” mas o meu carnaval ficou entre a três e a quatro hehehe!!!
E é isso... Mela – mela é bom, mas é ruim. E tenho dito! ;P
quarta-feira, 23 de janeiro de 2008
Tome Três!
Hoje vi uma reportagem no "Jornal Hoje" sobre blogs e fiquei mais animada pra escrever:P
E agora, me dirigindo para as minhas comentaristas fieis:
Larys, tu não vai postar mais nada não? Onde eu comento os teus comentários?
Fabys posso te chamar de Fabys? Rsrsss
Obrigada por todos os comentários carinhosos... E por todas as opiniões válidas... Beijinhos
E eu ligo???
Se eu não posso ver um iô-iô parado nun canto que vou logo pegando pra brincar e não largo mais???
Se eu adoro o Big Brother Brasil, e encho os olhos de lágrimas sempre que um participante querido sai da casa???
Se eu escuto e me empolgo ouvindo Chiclete com Banana no computador???
Se vou passar o carnaval de 2008 em casa enquanto todos os meus amigos, parentes e aderentes vão viajar???
Não meus queridos... Eu não ligo... não tô nem aí!
...
Na verdade, de todas, a única coisa que me mata é o último item... Acho que não vou agüentar... Acho que ao meio-dia do sábado de carnaval tenho um pire-paque e morro!
Namoro à distância
Eu também acho que não dá muito certo não. A prima passa um tempão triste. Quando ele tá aqui ela fica feliz. Isso dura uns três dias... Daí ele tem que voltar pra Natal e ela fica triste de novo! Sem condições...
Tem o primo também. Ele foi morar no Japão e só volta em julho. A namorada ficou. Parece que ela também não tá agüentando muito não.
Acho que, se fosse eu, pediria arrêgo ó!
Quando chove
Lembro que meu pai pedia pra eu ter cuidado e não encostar-me aos postes de luz. Ele contava histórias horripilantes de crianças que morriam eletrocutadas enquanto tomavam banhos de chuva inocentes! Acho que por essas e outras histórias passei a gostar de somente observar a chuva e assisto a mesma cena de 15 anos atrás, minha vizinha, D. Fátima (deve estar com uns 50 anos de idade) sempre que chove lá está ela na rua, na companhia dos filhos... Todos encharcados e felizes!
E o pai com as suas histórias. Agora veio dizer que a árvore do vizinho da direita, por estar encostando nos fios elétricos, pode matar uma pessoa eletrocutada a qualquer momento ! E quem é que tem coragem de fazer o teste pra saber se é verdade?
sexta-feira, 11 de janeiro de 2008
A mesma
Segui em frente... Olhando a rua, com o pensamento voltando no tempo. Parou em janeiro do ano passado. Lembrei do meu calo, que na época me fez chorar e que ainda hoje me aperta o sapato (não seria o peito?).
Engraçado, esse mês de janeiro! É um dos meus favoritos, no entanto, é a época que sempre lembro o que ainda não consegui. Nesse aspecto me vejo a mesma Lorena de sempre. Isso dói pra caramba.
Em janeiro de 2009 esse calo não me apertará mais. Se eu pudesse o arrancaria ainda hoje.
(Não acho muito legal escrever essas coisas aqui... me sinto chata, "lamurienta"... em meio a tantas alegrias vividas, a tantas coisas boas pra contar, escrevi isso. Desculpa aí, foi mais forte que eu.)
quarta-feira, 5 de dezembro de 2007
Gente teimosa é f.!
Daí vem a vida e dá uma “lapadazinha” na testa da pessoa pra ver se ela se toca. Mas, ainda sim, ela continua fazendo aquilo que ACHA que vai dar certo, que vai ser do jeito que ela espera... Nesse momento já não é mais teimosia. É burrice mesmo! E tome outra lapada e mais outra...
Ok, chega uma hora que ela se convence... Mas só depois de uma BORDOADA das grandes! Pra aprender mesmo, não esquecer mais.
Bem feito pra mim. Pra eu deixar de ser besta, burra e teimosa. : /
domingo, 25 de novembro de 2007
É que às vêiz dá um cãimbra!
A vida, o trabalho, a faculdade.
Às veiz dá um cãimbra no coração.
Que fica todo pôdi véi sem razão.
Se bem que às vêiz tem razão.
Ou, como diria Caetano, ou não.
Ai, às vêiz dá um cãimbra!
E num tem gelol que dê jeito não.
Pode é passar pomada, gelo, compressa
Que tá feita a fudição.
O cãimbra é um bixo ruim.
Num tá nem vendo pra gente não.
Omi, mande esse cãimbra se lascar!
Por que se for assim num vai passar.
O jeito que tem é Deus perturbar.
E o póbi de Deus num tem nada a ver com isso.
E afinal por quê que eu escrevi isso mesmo?
Ah, lembrei, é por que às vêiz dá um cãimbra!
(Poeminha extraído de um dos meus blogs favoritos \o/)
*Tô sentindo isso aí, eu... o tal do câimbra! Mas num é de fazer muita coisa nessa vida não. É de num fazer nada mesmo. :(
quinta-feira, 15 de novembro de 2007
Paquera de auto-ajuda (?!!) / Chazinho básico
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Tia Salete. Mulher bonita, de meia idade, divorciada. Muito animada é freqüentemente vista em minha companhia, nas baladas de Fortaleza. Como já foi citado, estando livre e desimpedida, Salete está sempre conhecendo novos amigos ou, até mesmo, novos paqueras.
Eis que surge um “novo paquera”. Troca olhares e de gentilezas até chegar ao primeiro diálogo. E quando esse dia chegou... o cidadão, percebendo que ela sempre voltava do seu trabalho naquele horário, balbuciou estas singelas palavras: “ – E aí mulher, não se APOSENTOU ainda por que???”
Sei não viu... oww paquera sem futuro!!! E minha mãe, ouvindo a história, pra levantar ainda mais a moral da Tia Salete ainda solta essa: “ – Áh, Salete! Vai ver ele quis fazer uma paquera de auto-ajuda!!!”
Pode um negócio desse?!!
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Sr. Wilmar. Meu pai. Pessoa de caráter forte, determinado, culto, sensibilidade incrível para a música. Porém , contudo , todavia , no entanto, entretanto........ Teimoso demais, um tanto quanto impaciente e , por vezes, estressado.
Mamãezinha sempre tentando acalmá-lo com muito amor... prova disso são os inúmeros arranjos florais que ela espalha pela casa ( motivo pelo qual a fez matricular-se em um curso de arranjos florais naturais- ikebana, que harmonizam e alegram o ambiente). Papai, nervoso, sempre reclama dessas “#!!*#+!@# de vasinhos com flores espalhados por todo canto!” Vira e mexe víamos um vasinho estraçalhado pelo chão...
Na última aula de ikebana da D. Fatinha, ela ficou encantada! Com a proximidade do natal, aproveitou-se para fazer arranjo dentro de um galho seco de uma planta... algo realmente bonito de se ver! Mamãe, com todo gosto, aplicou o seu aprendizado em casa e posicionou o arranjo no centro da mesa de jantar.
Horas mais tarde notou que o arranjo estava todo desarrumado, faltando justamente o galho seco que acomodava as flores. Indo diretamente na fonte, perguntou: “ Wilmar, cadê o galho que estava aqui???” e papai respondeu alegre da vida: “Querida, aquilo era Torém! Uma planta ótima para a digestão! Ora, eu tava aqui um pouco empachado... Aproveitei e fiz um chá! Que maravilha...!”
Conformada, minha mãe suspirou... “ É...Pelo menos dessa vez ele não quebrou o vaso... ELE BEBEU O VASO!!!”
Dá pra acreditar???
Obs: A postagem original foi modificada para preservar a InTimiDade dos personagens. ;)
sábado, 10 de novembro de 2007
Fragmentos.
Interessante. Em outros tempos eu ficaria com raiva, envergonhada, acharia audacioso! “Ora, com inúmeras mesas , por que, justo a minha?!” rsrsrsss... a verdade é que, com o passar do tempo, perdemos certos medos e passamos a ficar com a “mente aberta “ e o fato de um desconhecido sentar ao seu lado na mesa não quer dizer que ele vai ser um chato, inconveniente ou queira lhe paquerar.
O cara era super animado e acho que ganhei companhia para os almoços dos sábados, naquele restaurante que só tem funcionárias antipáticas, que está sempre cheio de mesas vazias na hora em que vou almoçar e que a comida é ótima!
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Algo que não tem saído da minha cabeça esses dias: RAZÃO, SENTIMENTO, VONTADE. Tento encaixar esses elementos em tudo o que faço. Mas sempre priorizei mais o sentimento. Sempre achei que o sentimento tivesse que falar mais alto. Tinha orgulho de dizer que me deixo tomar pela emoção. Nesta semana, aprendi que não é o sentimento que deve comandar e sim, a razão. Com a razão no comando se chega mais fácil ao equilíbrio. Equilíbrio... Não é pra se tornar uma pessoa fria, racional demais. Eu tenho que saber filtrar melhor as informações que chegam ao coração. Estou me esforçando nisso.
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Carinho. Muito carinho por este blog. Quando abri a página e fiquei olhando, realmente... cheguei à conclusão de que me tornei uma “blogólatra” como diz o Beto.. rsrsrsssss
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Por último uma historinha que ouvi hoje e que sem mais, resolvi postar, afinal, como uma blogólatra assumida, não preciso de maiores motivos para expressar o que eu bem entender aqui.
Ela fala sobre GRATIDÃO...
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Havia um programa de rádio, em uma cidade do interior, que apresentava a história de pessoas pobres, para receberem doações de pessoas ricas da cidade. Em um dos programas apareceu uma velhinha muito pobre, mas que dava sempre “graças a Deus”, para tudo que acontecia na sua vida. Ouvindo isso, um empresário ateu ficou muito revoltado e resolveu “pregar uma peça” nela. Ele mandou seu secretário levar uma cesta de mantimentos para a velhinha e, quando ela perguntasse quem mandou, ele deveria falar: “Foi Satanás quem enviou, é um presente de Satanás”. “ Vamos ver como ela reage”, pensou o empresário. Quando o secretário entregou o presente para ela, a velhinha ficou feliz e disse: “Graças a Deus!!! Muito obrigada, meu Deus!! Eu já estava sem comida para amanhã... Deus é grande!” Então o secretário, maliciosamente, perguntou: “Mas a senhora não quer saber quem mandou esse presente?” Ela respondeu: “Não, meu filho, não preciso saber quem mandou... porque quando Deus manda, até o diabo obedece!”