quarta-feira, 9 de julho de 2008

Coroas

Pois bem, nós mulheres podemos sim nos interessar por homens mais velhos. Foi-se o tempo em que preconceitos tolos impediam os relacionamentos entre pessoas com grande diferença de idade.
Acontece que, em alguns casos (aqui só vou citar exemplos masculinos), que os coroões extrapolam nas suas falas saudosistas e as mulheres são obrigadas a ouvir algumas pérolas que brotam dos lábios desses coroas.
A seguir, trechos de dois diálogos que ouvi. Desabafos de duas jovens mulheres enamoradas:

1º Caso: (O papo era surf, o coroa era descolado)

ELA : "Sabe, uma vez tentei aprender a surfar mas não deu certo..."
ELE : "Áh o surf...! Minha querida, surfei muito no começo dos anos 80..!"
¬¬

2º Caso: Esse aqui eu não poderia dizer que é um coroa... O cara é quase um ancião meeesmo!! Foi apelidado de Papai-Noel. Segundo as boas línguas, ele tem os cabelos e a barba grande e branca. Só falta mesmo o saco vermelho.
(O diálogo foi na hora do almoço):

PAPAI-NOEL: "Vamos almoçar juntos meu bem?"
ELA: É... Pode ser... Onde seria?
PAPAI-NOEL: “Que tal irmos ao mercado da Messejana???"
(Com essa, se fosse eu, teria ido embora! Mas a broto permaneceu, declinou do convite e ainda teve que ouvir mais essa):
PAPAI-NOEL: “E se, na boquinha da noite, formos tomar uma fresca lá na Praça do Ferreira?!?"

segunda-feira, 23 de junho de 2008

De volta


Acredito que a existência de cada ser humano evolui em ciclos. Acredito também que ontem encerrei mais um ciclo na minha vida. Esse ciclo começou em junho do ano passado... De lá pra cá aprendi muito coisa.. Não que não tenha doído. Dói.. Mas passa.
Lembrei algo que li no blog de um amigo, certa vez. Ele escreveu que acordou pela manhã, se olhou no espelho e não se reconheceu... Algo havia se perdido. Senti a mesma coisa hoje de manhã. Deu medo. Porque você fica olhando no seu olho e percebe que está diferente. Tirando as olheras e o rímel que sempre borra depois de uma noite de festa. Mas acabou. Evitei ficar olhando pra mim.
À tarde, encarei o espelho mais uma vez e mesmo me achando magra e feia, por uns instantes fiquei olhando, tentando me aceitar. Afinal não me arrependo de nada do que fiz. E nem sinto vergonha. Nesse momento me reencontrei. Arrumei a franja do cabelo. E pensei “ o meu cabelo também mudou, nunca esteve tão bonito..!” Então senti vontade de engordar mais um pouquinho. Comer, mesmo que não sinta apetite. E a velha/nova Lorena já está aqui.
...Ainda um tantinho despedaçada.

sexta-feira, 14 de março de 2008

O Caçador de Pipas


Fazia uns 2 anos que eu estava querendo ler o livro O Caçador de Pipas. Pra se ter noção, peguei empestado de três pessoas e acabei tendo que devolvê-lo sem conseguir ler. Hoje, depois de ter passado mais uns dois meses com o livro ( o problema é que leio bem devagarzinho :) consegui terminar. Estou em dúvida até agora se aconselho , ou não, a leitura dele.
O fato é que evito ler coisas tristes e dramáticas demais. Evito ver filmes que mostrem muito sofrimento. Tem um montão de filmes e livros que são recordistas de vendas e que simplesmente me recuso a ler ou a ver. Até mesmo quando passam nos telejornais notícias de catástrofes, eu assisto apenas a manchete e mudo o canal.
Fico pensando... Será que é uma fraqueza minha?... Mas poxa, esse mundo tem muita desgraça e às vezes a vida não nos dá opção... as coisas vão acontecendo bem pertinho de nós e não temos como fugir da realidade. Portanto, se eu posso escolher em ficar sabendo ou não das inúmeras coisas ruins que giram em torno da existência humana, prefiro não saber. Prefiro não lembrar...
Com a leitura de O Caçador de Pipas aconteceu isso. Atrelada à linda história de fidelidade e amizade do Hassam e do Amir haviam muitas dores, perdas e sofrimentos. E quando eles conseguiam recuperar parte dos elos que haviam se perdido, acontecia mais dor e mais frustração. A cada capítulo que eu lia, meu coração ficava abafado e pesaroso, como quando fico sabendo de uma notícia ruim.
E permanece a dúvida se tudo o que aprendi sobre fidelidade, amizade, perdão e compaixão se superaram a dor e o pesar que fiquei sentindo ao acompanhar as mazelas e humilhações que envolveram a vida dos personagens. É como já citei, a história é cativante, linda mesmo. Mas não me encorajo a ver o filme e muito menos gostaria de ler o livro novamente.

domingo, 9 de março de 2008

Paquerinha paulistana

Passando uns dias aqui em São Paulo, ouvi uma história bizarra de uma paquera que teve um final surpreendente. Quem presenciou tal evento foi uma amiga da minha prima. (Detalhe: pelo fato de ter uma família gigante, as histórias que escrevo aqui ou acontecem com os primos ou com os amigos dos primos ou com os amigos dos amigos deles e etc..:)
Já estive nesta cidade umas seis vezes e deu pra reparar que há uma grande quantidade de homens bonitos, pra não dizer gatos, lindos e maravilhosos... Esta historieta que vou narrar poderia ter acontecido comigo ou com qualquer mulher solteira que estivesse parada no local em que estava a referida amiga da minha priminha.
E vamos à história:
Havia uma menina que estava parada na rodoviária do centro da cidade. Em determinado momento, chega um rapaz, gato, lindo e maravilhoso (segundo fontes seguras.) Rola uma troca de olhares durante um tempo... E, para a surpresa dela o rapaz se aproxima e puxa assunto:
- Oi...
- Oi... - responde ela, um pouco tímida.
- Você é muito bonita.
- Obrigada...
- Me arranja o número do seu celular...
- Mas eu nem sei quem você é.
-Áh, eu gostaria de te conhecer melhor...
Ela ficou um pouco em dúvida... Mas diante da beleza do rapaz... De toda uma paquera que havia rolado... Resolveu trocar telefones com o belo e inocente rapaz (infeliz idéia que tivera!) Na hora em que a menina tirou o celular da bolsa o cara mudou completamente o tom de voz, puxou um revólver e falou:
- Vamo sua filha da p.! Me passa esse celular agoraaaaaaaaaaaaa!!!
...
...penseeeeee numa paquerada massaaaaaaaaa!!!

terça-feira, 19 de fevereiro de 2008

Aniversário virtual




Aconteceu, anteontem, no SEIO de minha família.
Já citei aqui no blog que tenho um primo que está morando no Japão. Ele é daquelas figuras intensas que aonde chega, conta piada, faz graça, fica sério, comove e cativa qualquer um.
O primo é seminarista da igreja messiânica, religião a qual eu e praticamente toda minha família, fazemos parte há uns 16 anos. Como a igreja é de origem japonesa os seminaristas têm que passar uns dois anos morando no Japão para estudarem e conhecerem a toda a história da nossa religião.
Fico imaginando que deve ser um pouco complicado pra ele administrar seu jeito extrovertido com a cultura japonesa que é bastante conservadora e formal... Deve ser complicado pra qualquer brasileiro, acostumado com o nosso Brasilzão caloroso e sem frescura :P
Assim como é a família Maia, a minha, por parte de mãe. Foi do tio Ligório, pai do Guga, que surgiu a idéia de fazer uma surpresa pro primo e anteontem, no dia do seu niver, quando ele se conectasse no MSN, não iria ver somente os seus pais... iria ver a família inteira , comendo , bebendo, dançando e comemorando a sua primavera, do outro lado do mundo.
E a alegria foi geral, toda a galera conversando com ele, e teve um momento em que ele chamou os amigos japinhas que ficaram impressionados com a fuzaca da família Maia.
Teve ainda a minha irmã, senhora casada, que tava com um decote escandaloso e na empolgação se abaixou pra ver os japinhas na tela do PC... aí que a alegria foi geraaaaaaaal! Eles começaram a rir desenfreadamente , na maior algazarra vendo a “fartura da minha irmã” que , por sinal, não ficou nada feliz ao se tocar da imagem que tinha acabado de transmitir pro povo do Oriente.
E foi assim. O aniversário virtual foi comemorado da maneira mais brasileira possível, com a família Maia abalando as estruturas do Japão, via web. \o/

***(na foto, o primo é o primeiro da direita para a esquerda)

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008

Coisinhas carnavalescas

Conforme eu já havia citado aqui, eu não iria agüentar passar o carnaval em casa. Por motivo de força maior (redução de despesas e corte de gastos ;) tive que me contentar com apenas dois dias de folia: a segunda e a terça-feira.
Ai, aí... Essas contradições da vida... Eu ADORO as tardes de carnaval, adoro estar na rua, curtir ao som dos paredões todas aquelas músicas “sem futuro” de letras de duplo sentido e mexer com o povo que vai passando .. É bom demáss!!! O único detalhe é que eu detesto goma, farinha, espuma, e tudo mais que as pessoas usam no mela-mela... E quanto menos você gosta, mais você atrai e parece um imã!!! Pra que se sujar? Não seria melhor todo mundo bem limpinho, paquerando, dançando, tudo normal..? Arre...
Ainda tem uns gaiatos que, não se contentando em lhe sujar, tacam a mãozada, com toda força, cheia de goma no seu pé- do- ouvido ..oww q me dá um ódio!!! Mas eu também não sou besta não.. Esse ano levei o chicote da tiazinha! Pense nun chicote véi macho! Pobrezinho... voltou bem cansadinho lá de Morro Branco...
E como diz o poeta (poeta?!?): “ Vou confessar à vocês que não consigo a velocidade cinco” mas o meu carnaval ficou entre a três e a quatro hehehe!!!
E é isso... Mela – mela é bom, mas é ruim. E tenho dito! ;P

quarta-feira, 23 de janeiro de 2008

Tome Três!

Três posts seguidos! Pra desentalar, desaguar, desovar e desemperrar essas três histórias que estavam martelando na minha cabecinha de vento.
Hoje vi uma reportagem no "Jornal Hoje" sobre blogs e fiquei mais animada pra escrever:P
E agora, me dirigindo para as minhas comentaristas fieis:
Larys, tu não vai postar mais nada não? Onde eu comento os teus comentários?
Fabys posso te chamar de Fabys? Rsrsss
Obrigada por todos os comentários carinhosos... E por todas as opiniões válidas... Beijinhos